Acupuntura na Gestação

Domingo, 5 de Abril de 2020 Leitura: 3 minutos

Acupuntura na Gestação

Acupuntura é uma Especialidade Médica, reconhecida no Brasil pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) desde 1995. Acupuntura que se originou da Medicina Tradicional Chinesa expandiu-se e a cada dia com mais evidências científicas validando seu uso, tornou-se uma das terapias  mais populares do mundo.

Na Gestação é um recurso terapêutico bastante útil. Um tratamento seguro e eficaz durante esta fase de grande importância na vida da mulher. Fase em que há limitação do uso de medicações e em que a Acupuntura comtempla-se como ferramenta terapêutica de grande aplicabilidade.

Dentre as ferramentas disponibilizadas pelo médico acupunturiatra as agulhas são tradicionalmente as mais conhecidas. Com a ampliação da especialidade, recursos como eletroestimulação e auriculoterapia francesa ganham espaço trazendo ainda mais impacto na qualidade de vida dos pacientes.

Comprovações científicas dão embasamento para o uso em  patologias clássicas e sintomas que acometem as gestantes. Citamos abaixo temas com boas referências e resultados:

  • Êmese gravídica ou náuseas que comumente afetam as gestantes principalmente no primeiro trimestre;
  • Dores musculares, articulares, neurais como exemplos que acometem as gestantes podem ser de maneira eficaz abordadas, evitando assim uso de medicamentos muitas vezes não seguros neste período;
  • Edemas presentes principalmente no fim da gestação são amenizados de maneira significativa;
  • Partos: Com mudanças atuais de paradigmas pela via de parto escolhida por mãe-feto-médico responsável - a via normal, essas pacientes são encaminhadas para a tentativa de inversão do feto que encontra-se pélvico. As técnicas de agulhamento e moxabustão são utilizadas  à partir de 34 semanas com bons índices de sucesso. Ainda assim a indução do trabalho de parto, à partir da 38 semanas e/ou a critério do obstetra, poderá beneficiar o binômio mãe-feto como fator de indução ou redução do tempo na fase latente ou ativa; 
  • Ansiedade: Com maior atenção -  Angustias, medos, insegurança, podem acometer  as mulheres nesta fase. E ao abordar estes sentimentos  é bastante oportuno aprofundar no que reconhecemos como Psiquismo Fetal. Trabalhar as emoções que a mãe e a família vivenciam, influencia diretamente o padrões fisiológicos e mentais do bebê.

A literatura e as evidências científicas respaldam enormemente o acupunturiatra na condução dos principais tratamentos. Na gestação em especial o médico também é corresponsável por fornecer saúde e prevenir/evitar riscos. Portanto ter conhecimento pleno do que fazer e também do que não fazer é fundamental.  A gestante se beneficia com o tratamento de maneira global com efeitos diretos e indiretos.  Valorizar ainda  a sensibilidade do profissional que deve se dedicar  a compreender o contexto humano mãe-bebê. Grato  pelo privilégio e oportunidade de ser útil em fase tão especial.  Acreditar que esta trabalhando não apenas para aliviar os sintomas da gestante, mas principalmente sendo instrumento de auxílio na formação de um novo Ser, construindo um Mundo Bem Melhor!

 

Palavras-chave: acupuntura; gestação
João Paulo M Bittar
Autor: João Paulo M Bittar
Medico especialista em Acupuntura MBA em Gestão Hospitalar pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) Editor do livro Manual Clínico de Acupuntura; Instrutor dos cursos de BLS, ACLS e PALS da American Heart Association (AHA) desde 2008; Vice Presidente do Colégio Médico de Acupuntura de Goias

Categorias